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sexta-feira, janeiro 09, 2009

Meto-me para dentro, e fecho a janela
Trazem o candeeiro e dão as boas noites,
E a minha voz contente dá as boas noites.
Oxalá a minha vida seja sempre isto:
O dia cheio de sol ou suave de chuva,
Ou tempestuoso como se acabasse o Mundo,
A tarde suave e os ranchos que passam
fitados com interesse da janela,
O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,
E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,
Sem ler nada, nem pensar em nada, nem dormir,
Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito,
E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.

Alberto Caeiro
Poemas inconjuntos

4 comentários:

Ivy disse...

"Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito,"

Quem, se não Caeiro para escrever uma pérola desse quilate?

Quanto penso que já li tudo desse poeta, me surpreendo com um sempre mais.

Bela escolha!

Parabéns!

Ivy

Devaneios Poéticos disse...

O Devaneios é um blog que foi criado para aqueles que gostam de partilhar seus poemas e suas prosas.
A ideia de se criar o blog, partiu da existência do canal #Devaneios, existente no chat do mIRC. É um canal onde se partilha igualmente os poemas e os seus sonhos mais encantados.
Inicialmente, o blog tinha sido criado para mostrarem apenas poemas, mas como ainda há poucas pessoas que conhecem o blog, aceita-se que também enviem suas prosas para o email devaneios.poesia@gmail.com.
O blog está em http://devaneiospoesia.blogspot.com/. Espero que gostei. Ele foi feito para os que gostam de escrever e para aqueles que gostam de poesia.

Cumprimentos atenciosos.

Marisa Correia

Judô e Poesia disse...

Adoro este blog, mas queria vê-lo atualizado com mais frequência, somos leitores assíduos aqui. Abraços. Domingos.

QuemSouEu disse...

Judô e Poesia,

Por motivos já em tempos explicados este blog não mais será actualizado.

Ainda assim fico satisfeito por haver quem ainda goste de cá passar e agradeço as tuas palavras.

QuemSouEu