O tempo, subitamente solto
pelas ruas e pelos dias,
como a onda de uma tempestade
a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei
antes de te conhecer.
Eram os teus olhos,
labirintos de água,
terra, fogo, ar,
que eu amava
quando imaginava que amava.
Era a tua
a tua voz que dizia
as palavras da vida.
Era o teu rosto.
Era a tua pele.
Antes de te conhecer,
existias nas árvores
e nos montes e nas nuvens
que olhava ao fim da tarde.
Muito longe de mim,
dentro de mim,
eras tu a claridade.
José Luís Peixoto
(Agradecimento a quem publicou este poema no seu Hi5 e desse modo me permitiu desfrutar dele. Obrigado por nos teres apresentado...)
sexta-feira, novembro 30, 2007
Eras tu a claridade
Publicada por
Gil Von Doellinger
à(s)
10:24
Etiquetas: José Luís Peixoto
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2 comentários:
Um lugar onde se nota o amor embuído em tudo o que se pode percepcionar por aqui. Sem dúvida que somos transportados ao mundo de todas as magias... :) Continua o excelente trabalho para que o possa vir contemplar.
Beijinho
Lindo, este poema de José Luis Peixoto.Parabéns pelo teu blog que acabo de descobrir.
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