
Prendes-me no freio
Rasgas-me a carne
Bates-me na alma
Com toda a força
Do teu desamor.
Eu quebro perdida
Triste
Enlouquecida
Por te amar
[sem mais]
Demais.
Rita Sá
17/12/1999
quarta-feira, outubro 24, 2007
Castigo
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terça-feira, dezembro 13, 2005
Escrever
Escrevo
para lembrar
o que quero esquecer;
para divulgar
o que quero esconder.
Escrevo
para lembrar
o que não existe,
para saudar
o que foi e não é.
Escrevo
para me esquecer de ti
e para lembrar
que não há Eu sem Ti.
Escrevo
para me afastar de ti,
para esquecer
que estás sempre perto
de mim.
Escrevo
para seres só meu,
por breves instantes,
e te ver partir
nos regaços alheios
sem sentir,
sem ser,
sem nada.
Por isso escrevo.
Para ti. Para mim.
Porque sufoco.
E porque sim.
Rita Sá
12/11/95
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quinta-feira, novembro 24, 2005
A Pomba

Fui viajar
Até ao ninho do teu colo
Deitei-me a sonhar
Na tua asa de pomba
Voaste-me para longe
Além de ti e do infinito
Aquém do Nada
E deste-me um Mundo
Agora, deixa-me ser brisa
Trazer-te no meu sopro
Beber-me em teu olhar
O Beijo da vitória
O Abraço da glória
O corpo do segredo
Deixa-me ser a lágrima
A mágoa da loucura
A ferida do pecado
A dor do desejo
Esse desejo...
Que é só de Amor
Esse Amor...
Que me prende
Às tuas asas proibidas
Dessa tua pomba de ti
Com nome de Esperança
E cor de Saudade
Que há-de matar em mim
Este medo de Amar
Que sinto em ti
Desde sempre
Até ao fim
Minha pomba.
Rita Sá
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Gil Von Doellinger
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