
O tempo, subitamente solto
pelas ruas e pelos dias,
como a onda de uma tempestade
a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei
antes de te conhecer.
Eram os teus olhos,
labirintos de água,
terra, fogo, ar,
que eu amava
quando imaginava que amava.
Era a tua
a tua voz que dizia
as palavras da vida.
Era o teu rosto.
Era a tua pele.
Antes de te conhecer,
existias nas árvores
e nos montes e nas nuvens
que olhava ao fim da tarde.
Muito longe de mim,
dentro de mim,
eras tu a claridade.
José Luís Peixoto
(Agradecimento a quem publicou este poema no seu Hi5 e desse modo me permitiu desfrutar dele. Obrigado por nos teres apresentado...)
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sexta-feira, novembro 30, 2007
Eras tu a claridade
Publicada por
Gil Von Doellinger
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10:24
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Etiquetas: José Luís Peixoto
sexta-feira, outubro 12, 2007
Não me arrepedendo
não me arrependo das horas que perdi a esperar-te
quando ainda havia a esperança, a esperança que
havia ainda quando, a esperar-te, perdi horas de que
não me arrependo.
um instante na memória de chegares é mais valioso
do que jardins. do que montanhas. do que anos de
tempo.
arrependo-me de ficar ao sol, de sorrir, de esquecer
que devagar passam os dias. os dias passam devagar,
esquecendo-se de sorrir ao sol e de ficar onde me
arrependo.
JOSÉ LUIS PEIXOTO
In A Casa, a Escuridão
quando ainda havia a esperança, a esperança que
havia ainda quando, a esperar-te, perdi horas de que
não me arrependo.
um instante na memória de chegares é mais valioso
do que jardins. do que montanhas. do que anos de
tempo.
arrependo-me de ficar ao sol, de sorrir, de esquecer
que devagar passam os dias. os dias passam devagar,
esquecendo-se de sorrir ao sol e de ficar onde me
arrependo.
JOSÉ LUIS PEIXOTO
In A Casa, a Escuridão
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Gil Von Doellinger
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